Para trabalhar em uma cooperativa, o funcionário precisa estar disposto a entender sobre algumas diferenças do movimento cooperativista em relação a uma empresa privada. Apesar do colaborador também ser registrado no regime CLT, seu comportamento interno deve seguir outros padrões.

Em outras palavras, não há fornecedores ou clientes a serem atendidos. E essas organizações não visam lucro. O que existe são os cooperados, os verdadeiros chefes de todo o quadro de funcionários de uma cooperativa. Após a adesão de um associado ao produto o qual determinada organização desenvolve, cada colaborador deve “mostrar serviço” para essa pessoa.

Por isso é importante estar ciente dos 7 princípios do cooperativismo. Como exemplo, o primeiro deles, intitulado Adesão Voluntária e Livre. Ou seja, a adesão de associados a uma cooperativa é aberta. Não há discriminação quanto à raça, religião, sexo, classe ou ideologia de seus interessados. O que expressa os valores de igualdade e liberdade do movimento.

Em segundo lugar está o fato da gestão ser democrática. Quem controla essas organizações são seus membros, que participam diretamente na formulação das suas políticas e na tomada de decisões. Os representantes oficias são eleitos por todo o grupo, sejam eles homens ou mulheres.

Ambiente de trabalho em uma cooperativa

movimento cooperativista é um modelo socioeconômico alternativo, mais justo e mais humano. Por isso a expressão “tratamento humanizado” pode ser aplicada diretamente nesse sentido. O que significa que os funcionários são valorizados e que um bom ambiente é levado em consideração.

O que gera automaticamente uma boa qualidade de vida no trabalho, bem como o respeito à diversidade cultural e à empatia. Quando uma organização considera as necessidades psicológicas, físicas, emocionais e sociais de seus colaboradores, ela contribui diretamente para o sucesso desse profissional.

Nos últimos anos, a pesquisa da GPTW (Great Place to Work) tem destacado a presença de dezenas de cooperativas entre as 150 melhores empresas para se trabalhar no país. A certificação leva em conta o nível de satisfação e a percepção dos funcionários em relação justamente ao ambiente de trabalho.

Em uma cooperativa habitacional, por exemplo, ver a chave de uma casa ser entregue a um cooperado ao final de um projeto é uma realização de todos. Não se trata de saber que seu esforço rendeu um carro finalizado nas ruas ou uma roupa pronta para ser usada por alguém.

Mas sim unidades habitacionais, fruto da realização do sonho de quem, muitas vezes, só conseguiria essa conquista por meio do cooperativismo. De um grupo que, ao longo desse projeto, investiu um valor monetário conquistado com muito esforço e que foi cuidado com carinho pela cooperativa.

Como informação, há diversos tipos de cooperativas no Brasil. Cada uma delas pertence a um dos sete ramos do cooperativismo, de acordo com a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras). São eles: